quarta-feira, 8 de julho de 2009

Camisas Históricas: Flamengo 2008-2009

Essa camisa é tão recente, a última antes da atual, então como pode ser histórica? Fácil, ela é a camisa do quinto tri-campeonato estadual e 31º carioca, dando ao Flamengo a hegemonia absoluta de títulos cariocas. Agora os pobres tricolores não vão ter nada para argumentar em discussões. Aliás, se considerarmos apenas os títulos em que o Flamengo já estava na disputa, o empate ocorreu em 1996, quando ambos somavam 23 títulos desde 1912, ano em que o Flamengo debutou nos gramados. Mas agora isso nem vem mais ao caso, pois a hegemonia está garantida em absoluto.

A história desse manto, por pouco não foi a mais breve da história do rubro-negro, pois uma sequência de derrotas no Brasileiro do ano passado aliada a problemas políticos com o fornecedor, fizeram o clube anunciar a aposentadoria precoce do modelo. Mas após 2 jogos, a camisa retornou, junto ao bom senso da diretoria. estava claro que o fato era mais uma provocação para forçar um rompimento com a Nike do que o azar que alegavam. A camisa marcou o fracasso na reta final, primeiramente com a perda de chances de título e nas útimas rodadas insucessos que resultaram na perda da vaga para a Libertadores.

Esse template da Nike, aliás, foi muito questionado pelos torcedores. É o típico caso de ame ou odeie. Muito criticaram as listras finas, dando-lhe o pelido de "Freddy Krueger", mas essa é a parte que mais me agrada nesse manto, pois remete à épocas de sucesso. Modelos como este foram utilizados nos 3 primeiros tri estaduais, vestiram craques como Dida, Domingos da Guia, Henrique, Evaristo, Zagallo, Gérson, Joel, Carlinhos, Zizinho, Leônidas, além, é claro, dos primeiros passos da geração de 80, a mais vitoriosa da história do Mengão. Pelé e Garrincha também vestiram camisas com listras mais finas e apesar de não fazerem parte da história do Flamengo, fazem da história do futebol, portanto é uma honra mútua que estes tenham vestido o manto.

De negativo, vale citar os detalhes em dourado no modelo 1, pois destoam da história do clube. A gola foi o que mais me incomodou, mas confesso que passado 1 ano do lançamento da camisa, me acostumei e passei a achá-la muito bonita. Agora um ponto que não dá para relevar é o fato da camisa só vestir bem em pessoas "em forma", pois o "corte italiano" marca muito a cintura.

A camisa 2 é uma atualização do modelo lançado em 2007 para o template de 2008, com mais detalhes em vermelho e preto na gola, na borda da manga e na barra da camisa. A camisa é linda assim como sua "matriz" de 1981.

Essa camisa marcou a volta do Lubrax a frente, mas principalmente marcou o rompimento posterior, com a Petrobrás. A parceria de mais de 25 anos acabou deixando a marca gravada em inúmeras fotos de título. Mas o desgaste já vinha se arrastando há muitos anos, pois o Flamengo não podia receber as verbas de um empresa pública enquanto tivesse débitos com o governo. Algumas vezes o fato foi contornado, mas no início de 2009 a separação se consolidou. O Flamengo passou então a usar a camisa "Limpa", o que fez o manto ficar muito mais bonito. É só comparar a camisa do Corinthians (mais um catálogo de marcas do que camisa) com a do Flamengo que fica fácil reparar os malefícios estéticos de se estampar marcas em uniformes esportivos.

Os nomes e números foram escolhidos por eliminação. Quem nunca apareceu neste fórum ganhou uma chance. Além de Kleberson, autor na súmula dos dois gols no jogo decisivo (apesar de Ronaldo Angelim ter tocado na bola antes de entrar, no primeiro gol).





segunda-feira, 6 de julho de 2009

Camisas Históricas: Fla Basquete

Primeiramente, quero anunciar a volta do blog. Fiquei sem postar nada por mais de um ano, pois não estava com tempo para produzir os mockups e réplicas.

Para promover essa volta à ativa, nada melhor do que homenagear o time de basquete do Flamengo, que nos útimos dois anos é, sem dúvida, o maior orgulho da "nação".

Comandado por Marcelinho, Duda e Baby (a partir do início de 2009), o grupo comandado por Paulo Chupeta conquistou o bi-campeonato brasileiro, sendo o de 2009 o título da primeira edição da NBB, que é a principal medida para a retomada dos grandes dias do basquete brasileiro. O rubro-negro ainda faturou a Liga Sul-Americana de Clubes 2009.

2008
A contratação de Duda, que se juntou ao irmão mais famoso Marcelinho, ambos flamenguistas de coração, deu ao Flamengo o tom desse grupo, o amor a camisa. O ano começou com tetra-campeonato carioca, 34º da história do clube. Mais o melhor estava por vir. O título brasileiro veio com um certa facilidade, apenas três derrotas, todas na fase de classificação. Na final o Flamengo varreu o Universo/Brasília e levantou seu quito título nacional. Marcelinho foi o cestinha do campeonato. O ano ainda marcou o vice-campeonato na Liga das Américas, com derrota na Argentina para os juízes e para o time do Regatas Corrientes.

2009
O ano de 2009 começou com 2 notícias ambíguas vindas do basquete. Enquanto jornais falavam da contratação do ex-jogador da NBA, Rafael "Baby" Araújo, as maiores atenções da mídia se voltavam para um possível fim do basquete rubro-negro. Salários atrasados a mais de 4 meses, demissões no departamento de esportes olímpicos marcaram a instabilidade para o time de basquete.

Sob dúvidas e atrasos nos salários, o Flamengo estreou na NBB e desde o começo o time liderou a fase de classificação. Paralelo a isso, o time conquistou a Liga Sul-Americana de Basquete, com apenas uma derrota e com Marcelinho mais uma vez como cestinha da competição.

Após uma mobilização de alguns torcedores, do vice presidente de esportes olímpicos, João Henrique Areias e do departamento de Marketing do Flamengo, criou-se a Fla Basquete. A organização seria responsável, individualmente por arrecardar fundos para manter o time. Graças à vendas de camisas a torcida rubro-negra ajudou a manter os salários em dia, somando-se verbas com parceiros como a Cia do Terno.

Enquanto isso, a NBB se aproximava dos playoffs. O Flamengo terminou a fase de classificação em primeiro, com 26 vitórias e apenas 2 derrotas. Na fase de mata-mata o Flamengo varreu o Pinheiros e Joiville na sequência e chegou a mais uma final, tendo novamente o Universo/Brasília como adversário.

O primeiro jogo, em Brasília, foi duro, mas a Flamengo tomou a ponta do placar no 3º quarto e soube controlar o jogo nos momentos decisivos, terminando com vitória rubro-negra por 81 x 74.

O segundo jogo marcou uma outra parceria de sucesso: Flamengo e Arena Multiuso HSBC. O Flamengo começou bem com uma roubada e enterrada de Jefferson. O time terminou na frente o primeiro quarto. Mas uma atuação impecável de Alex e Valtinho da linha dos 3 pontos, deu ao Brasília a vantagem no placar ao fim do primeiro tempo. O Flamengo chegou a se recuperar no placar no 3º quarto, mas erros do time da Gávea, que forçava muitos arremessos da linha de 3 deram a vitória ao Brasília por 81 x 71.

Com a impossibilidade do título, já no terceiro jogo, em casa, esperava-se um público menor, mas o que se viu foi o contrário. A torcida estava em peso para apoiar o time que obteve uma vitória fácil por 99 x 78. O primeiro tempo, foi equilibrado. Mas após o intervalo, Fred acertou algumas bolas decisivas de 3 pontos, enquanto Alex não conseguia converter muitas bolas de longe. Com a vantagem o time soube controlar o jogo até o fim.

O quarto jogo foi o mais fraco tecnicamente, após empatar o jogo nos últimos segundos, o Flamengo errou muito na prorrogação e acabou derrotado por 82 x 78.

O quito e decisivo jogo, foi mais uma vez na Arena da Barra. Desta vez, todos os 15 mil ingressos foram vendidos. O clima da torcida era de confiança, apesar do equilíbrio na série. Depois de um título fácil em 2008 e um caminho igualmente tranquilo até a final da NBB, o equilíbrio fez bem a decisão, que tomou proporções épicas. O jogo começou com o Flamengo abrindo pontos de vantagem, mas após uma briga em quadra, que já se anunciava com o andamento da série, Baby do Fla e Cipriano do Brasília acabaram expulsos de quadra. A perda foi muito mais significativa para o rubro-negro, que perdeu sua referência para a bola de segurança no ataque e ainda grande parte de seu poderio defensivo. Mas com Jefferson e Wágner se esforçando para suprir Baby nos rebotes, e uma atuação afiada nos ataques de Marcelinho, Duda e do próprio Jefferson, o Flamengo sempre manteve a frente no placar. O time abria alguns pontos, que o Brasília sempre conseguia recuperar, mas ao final do último quarto o time acertou as jogadas decisivas, enquanto o Brasília não o fez. Vitória por 76 x 68 e bi-campeonato nacional.

A primeira edição da NBB foi devidamente carimbada pelos heróis do Flamengo, com paulistas e tudo mais que se tem direito. Os jogadores do Flamengo deram uma lição de amor, raça e perseverança. Seis meses depois de terem seus empregos ameaçados e salários atrasados os jogadores não se abalaram e entraram de vez para a história do clube e no coração da nação.

A premiação da NBB contou com domínio dos atletas do Flamengo:

Marcelinho (cestinha, melhor jogador, melhor ala e craque da galera), Baby (melhor pivô), Fred (sexto homem) e Paulo Chupeta (técnico do ano) obtiveram prÊmios individuais, enquanto a equipe faturou o melhor ataque com média de 91,8 pontos por jogo.

Abaixo as camisas, respectivamente, dos títulos Brasileiro 2008, Liga Sul-Americana 2009 e NBB 2009:







quinta-feira, 3 de julho de 2008

Reconhecimento

Torci pela LDU na final que se encerrou a pouco, porém é preciso reconhecer que o Fluminense foi o time que apresentou o melhor futebol na Libertadores 2008. O time das Laranjeiras fez três jogos fantásticos no Maracanã, contra: São Paulo, Boca e LDU.

O jogo no Maracanã começou promissor para a LDU, com um gol aos 5 minutos de jogo, que aumentou a vantagem para 3 gols. Esse panorama quase melhorou aos 11, quando Bolaños cruzou uma bola que Manso escorou para fora.

Um minuto depois Thiago Neves fez o primeiro gol do Fluiminense. A partir disso, a LDU renunciou ao seu jogo de velocidade nos contra-ataques e começou a dar chutões para frente, jogando desorganizada. Foi quando o camisa 10 do tricolor fez seu segundo gol em um erro crasso da defesa da LDU, que não marcou Cícero na cobrança de lateral de Júnior Cesár. Bolaños e Guerrón erravam tudo que tentavam, o primeiro abusando do individualismo e o segundo cavava e cometia faltas a todo lance.

O segundo tempo começou melhor ainda para o Fluminense, que voltou com o controverso Dodô em campo. Logo no início ele mandou uma bola na trave. Aos 12, Thiago Neves fez o seu terceiro de falta, do mesmo lugar onde Washington marcara contra o Boca, Conca contra a LDU em Quito e o mesmo Thiago fizera 2 em falhas de Diego, contra o Flamengo pela última rodada de classificação da Taça Guanabara 2008.

Depois do gol o jogo se estabilizou. A LDU colocou a cabeça no lugar e voltou a incomodar. Já o Fluminense começava a mostrar sinais de cansaço, e a jogada de maior perigo foi um chute prensado da LDU que parou na trave de Fernando Henrique.

Na prorrogação os dois times cadenciaram mais o ritmo, e salvo algumas chances, os times pareciam se contentar com os pênaltis, principalmente a LDU, que abusou da cera o jogo todo.

Nos pênaltis, o fraco goleiro Cevallos se consagrou. Os jogadores do Fluminense partiam para a bola com um semblante derrotista, olhos marejados, e acabaram disperdiçando 3 em 4 cobranças, com Conca, Thiago Neves e Washington. Coincidentemente, os três principais nomes do time na competição realizaram cobranças pífias. Cícero foi o único a converter. Pela LDU, Campos foi o único a desperdiçar. Marcaram: Urrutia, Salas e Guerrón. O placar final, foi o mesmo 3x1 que o time tinha imposto nos últimos três compromissos no Maracanã pela Libertadores, mas dessa vez os valores se inverteram.

O ponto fraco do Fluminense foi Washignton. O atacante perdeu um gol incrível após o gol dos equatorianos, mostrando que apesar da vontade e da sorte que o acompanharam na competição, ele não tem muita habilidade com a bola nos pés.

O juíz foi o fraco Héctor Baldassi, da Argentina. O mesmo que prejudicou o Flamengo contra o Defensor na Libertadortes 2007, truncando o jogo e permitindo que o time uruguaio gastesse o tempo. E que anulou erroneamente um gol do Santos no final da partida contra o América, lá no México, na Libertadores deste ano.

O "soprador de apíto" começou o jogo parecendo que queria prejudicar o Fluminense, deixou de marcar um pênalti, não tão escandaloso quanto se falou na TV, em Washington, na única boa jogada do atacante. Depois foi traído pelo bandeirinha, parando uma jogada de Cícero. Mas logo provou que erra porque é ruim mesmo, pois deixou de marcar várias faltas para os dois lados, permitiu cera dos equatorianos e anulou um gol legítimo da LDU, no segundo tempo da prorrogação, em erro do outro auxiliar.

Para a LDU e o Equador, um título para coroar a ascensão do futebol desse país. O time não jogou retrancado. Perdeu-se em alguns momentos, mas mostrou que não era a zebra que se pensava.

Para a torcida do Fluminense, fica a lição de respeitar todos os adversários, pois os tricolores cantaram em altos brados que o time era campeão, após a vitória sobre o Boca. Lição duramente aprendida pelo Flamengo diante do América-MEX, naquele que foi o pior dia da história do Flamengo.

Como flamenguista, estou aliviado com a perda do título pelo rival Fluminense. Pois não terei que aturar "zoação" da torcida tricolor. Que aliás, junto com seu técnico, fez questão de provocar o Flamengo após cada sucesso do time na competição. Mas também não me sinto no direito de esfregar esse revés na cara dos tricolores, pois não foi o Flamengo que ganhou esse jogo. Portanto amanhã acordo como se nada tivesse acontecido. Fato que não seria possível se o Fluminense ganhasse.



OBS: O reconhecimento da bela companha do Fluminense também seria feito em caso de vitória do tricolor, mesmo que isso me custasse aturá-los comemorar.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Flamengo + Umbro (LDU)

Hoje é dia de final de Libertadores da América no Maracanã, e por mais que insistam os jornalistas, cronistas e comentaristas, o Fluminanse não é o Brasil na Libertadores. O Fluminense é o Fluminense na Libertadores. Por mais óbvia que pareça essa constatação, a mídia insiste em empurrar goela abaixo essa idéia de patriotismo com o time dos outros. Eu não torço pelos rivais do Flamengo, pois eles não são minha "pátria", aliás eles sempre torcem contra o Flamengo em qualquer quer seja a ocasião. Portanto, hoje às 21h45, eu torcerei fervorosamente pela LDU.

Outro fator que me faz torcer contra o Fluminense é o fato do seu técnico, campeão brasileiro pelo Flamengo em 87, não respeitar o rubro-negro, dando declarações infelizes. Aliás, uma delas me fez até rir. Ao dizer que o Caio Júnior gostaria de estar no lugar dele, e que o brasileiro é só um caminho para a Libertadores, o "playboy" de Ipanema mostrou um possível recalque. Só queria saber o por que desse despeito, já que o Flamengo o acolheu em 92 após ter sido dispensado pelo Botafogo e em 97, quando sua carreira já estava virtualmente encerrada. Vale lembrar, que por causa dele, o Flamengo pedeu o Djalminha.

Só recaptulando: A seleção brasileira é o Brasil; o Flamengo é o Flamengo, meu time; e o Fluminense é o Fluminense, um dos maiores rivais do meu time. Portanto não há a menor chance de torcer para que um rival conquiste um título de tamanha importância.

Se o time colorido for campeão, eu ainda estou tranquilo. Para ser um Flamengo, o tricolor ainda precisará ganhar: um Mundial e 4 brasileiros.

Falando das camisas que estou postando, não são mais do que a camisa da LDU, da Umbro, com as cores do Flamengo. Elas seriam opções de 3ª e 4ª camisas para o Flamengo, caso a umbro voltasse para a Gávea.

Em breve postaei simulações para a primeira e segunda camisas da Umbro, possivelmente utilizando os templates de Atlético-PR e West Ham, respectivamente.



quinta-feira, 19 de junho de 2008

Iniciando a série: Camisas Históricas

Resolvi homenagear os maiores times da história do Flamengo. A série - "Camisas Históricas" - retratará os mantos das equipes que conquistaram os títulos mais importantes do rubro-negro.

Para começar, nada melhor do que as camisas usadas nas decisões da Libertadores e do Mundial em 1981, os dois títulos mais importantes desta história de 113 anos. As duas eram fabricadas pela Adidas, mas a primeira, não tinha nenhuma característica da marca, inclusive a numeração para o jogo contra o Cobreloa em Montevidéu foi única e exclusivamente utilizada nesta ocasião.

Os homenageados são: Zico: autor dos dois gols que deram a taça de melhor da América; e Nunes: que balançou a rede também por 2 vezes na vitória por 3X0, contra o Liverpool em Tókio.

Abaixo as fotos dos times campeões com a ficha técnica de cada jogo:



FLAMENGO 2x0 COBRELOA - Finalíssima da Taça Libertadores da América 1981
Local: Estádio Centenário, Montevidéu (URU) Data: 23 de Novembro de 1981 Árbitro: Cerullo (Uruguai)
Gols: Primeiro tempo: Zico 18min, Segundo tempo: Zico 39min
FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Adílio, Andrade e Zico; Tita, Lico e Nunes. Técnico: Paulo César Carpeggiani
COBRELOA: Wirth.Tabile. Paes (Munõz). Mario Soto e Escobar. Jimenez. Marello e Alarcon. Puebla. Siviero e Washington Oliveira. Técnico: Vicente Cantatore.



FLAMENGO 3x0 LIVERPOOL - Final do Campeonato Mundial Interclubes 1981
Local: Estádio Nacional, Tóquio (JAP) Data: 13 de Dezembro de1981 Árbitro: Rúbio Vazques (México)
Gols: Nunes 13', Adílio 34' e Nunes 41' do 1° tempo
FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Adílio, Andrade e Zico; Tita, Lico e Nunes. Técnico: Paulo César Carpeggiani
LIVERPOOL: Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson). Técnico: Paisley.